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Funcionamento Aplicação e Função do Disjuntor DR

Vamos abordar nesse tópico o uso de um famoso “dedo duro” para os eletricistas, vamos falar um pouco sobre o DR (Diferencial Residual) ou IDR (Interruptor Diferencial Residual), são a mesma pessoa com nomes diferentes. Explicaremos aqui algumas funções desse aparelho de proteção, e ainda iremos clarear a dúvida de muitos eletricistas, posso utilizar o DR ou IDR como proteção principal no meu quadro de distribuição?

Entenda a função do disjuntor DR

Disjuntor-DR

O disjuntor DR possui como função básica acusar e desamar o circuito em que está empregado caso ocorra uma fuga de corrente seja por curto circuito e ocasionando sobrecarga ou também caso um simples cabo decapado esteja dando massa em algum lugar da edificação e/ou uma pessoa levar um choque nesse local.

Esses dispositivos de proteção são recentes, e possuem um Núcleo Toroidal em seu interior, ou seja, um anel de ferrite, então são enrolados os cabos a serem monitorados, sendo assim quando a quantidade de corrente elétrica que entra for igual a corrente que sai o dispositivo permanece no mesmo estado, armado, porém quando a corrente que sair for menor do que a grandeza que entrou, o dispositivo entende que há uma fuga elétrica, então outro ponto do dispositivo amplifica o sinal e realiza uma comparação do valor da fuga, onde, se o valor for acima do projeto do DR ele irá desarmar e cessar a passagem de corrente em todo circuito, essa corrente projetada em DR geralmente é próximo de 30 mA.

Os DR’s ainda possuem em sua parte frontal um botão de teste, esse botão deve ser pressionado todo mês para verificar se o dispositivo está funcionando de acordo com o projetado.

Principais Aplicações do disjuntor DR

Os DR’s foram inventados para salvar vidas de serem eletrocutadas, sendo assim sua empregabilidade em circuitos é tão favorável quanto a instalação de disjuntores simples, os DR’s são capazes de detectar correntes de fuga muito pequenas e atuarem em frações de segundos e isso é uma tarefa muito difícil para disjuntores comuns.

Na norma NBR 5410 existe um item (5.1.3.2.2) que fala exatamente sobre os DR’s e suas aplicações em residenciais, vejamos as características dos locais que devem receber essa proteção:

  • Circuitos que possui pontos de utilização em locais que contenham chuveiros, banheiras, torneiras, etc;
  • Circuitos que contemplem tomadas em áreas externas;
  • Circuitos que tenham tomadas internas porém que possam alimentar aparelhos na área externa;
  • Circuitos com tomadas em áreas como cozinhas, copas, lavanderias, áreas de serviço, garagens e áreas que possam ser submetidas a lavagens ou normalmente molhadas.

A norma ainda lembra que os DR’s podem ser aplicados por ponto, em circuitos ou grupos de circuitos, mas nunca com o Disjuntor Geral, pois a ideia é sempre saber qual circuito está com fuga de corrente e também aplicar nos locais onde a corrente será direta com o usuário.

Nas industrias os DR’s são aplicados em máquinas, porém é utilizado os dispositivos com projetos de 300mA de disparo, essa mudança deve-se ao fato de que a intenção além de desarmar e evitar o choque é evitar algum centelhamento perigoso.

Cuidados que devem ser tomados na instalação

Disjuntor Residual-DR

Alguns aparelhos possuem a característica de darem fuga à terra e dessa forma quando se instala o disjuntor DR nesse circuito ocorrerá um desarme imediato, como ocorre com os chuveiros elétricos comuns que não possuem blindagem no aterramento. A única solução desse problema é adquirir equipamentos com aterramento adequado e evitar essa dor de cabeça.

Outro problema que ocorre durante a instalação e que é o mais perigoso é a famosa castração do DR, isso mesmo, como falamos esse dispositivo é um “dedo duro” para os eletricistas, com isso na maioria das vezes em que se instala um DR num circuito o mesmo desarme instantaneamente e faz com que o eletricista tenha um segundo trabalho, descobrir onde está ocorrendo a fuga.

Infelizmente existem profissionais que não vão atrás do local exato em que a fuga está ocorrendo, dizem não querer perder e não vai fazer diferença pois o circuito já possui o disjuntor, e dessa forma burlam o DR para o usuário ser enganado.

Esses picaretas basicamente abrem o DR e cortam suas conexões internas e com isso ele não opera mais. Mas aqui vai a nossa dica que fará esses picaretas caírem por terra, para você verificar se o disjuntor DR está castrado ou não basta apertar o botão de teste, se o DR não desarmar o circuito o dispositivo com certeza foi castrado.

Os dispositivos DR ou IDR apenas servem para acusar e desarmar o circuito elétrico quando acontece alguma fuga, sendo assim eles não servem e não são feitos para exercerem a função de disjuntor. Dessa forma é necessário usar sempre um disjuntor bem dimensionado em conjunto com o disjuntor DR.

Confira as vantagens e desvantagens na aplicação IDR

 

Funcionamento Aplicação e Função do Disjuntor DR
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5 Comentários

  1. Abramito Benacon disse:

    Muito didático o artigo com boas revelações para este componente de manobras…

  2. Luis vespucio disse:

    Exelente matéria. Boa noite.

  3. GUIDO RAMOS disse:

    Boa tarde sou eletricista e estou tendo problemas em uma residência porque o DR está alimentando todos os disjuntores unipolar ou bipolar com forno elétrico, microondas chuveiros e ar condicionado de 220V estou com a possibilidade de elimina-lo posso fazer isso ja houve problema e o DR não disparou e nem o disjuntor de proteção do equipamento e nem o geral ok aguardo resposta

    • Bem vindo ao Saber Elétrica, Guido Ramos! O DR deve ser precedido de um disjuntor, pois o DR só atua para proteção do ser humano e animais contra choque elétrico. O disjuntor atuará como proteção do circuíto contra sobrecorrentes ou falhas na instalação. O fato de estar antes dos disjuntores de proteção de cada circuíto não altera em nada o funcionamento do sistema elétrico. Caso o DR não esteja atuando como citado, deverá ser substituído. O fato do disjuntor de proteção do circuíto não atuar pode ser porque está superdimensionado ou danificado.

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