Subestação – Uma Pequena Atenção Que Pode Economizar Muito Dinheiro

Aparentemente um transformador, um disjuntor ou qualquer outro equipamento de uma subestação de alta tensão, não tem motivo para apresentar qualquer tipo de falha ou problema, pois são todos equipamentos estáticos, sem qualquer tipo de movimento ou desgaste.

Entretanto, as aparências enganam!

Um transformador, por exemplo, possui um processo intenso de movimentos internos (de óleo isolante) que é imperceptível para o observador comum.

O que ocorre em uma subestação de alta tensão

Um detalhe que faz toda diferença é fazer regularmente manutenção na Subestação de alta tensão

ENGENHARIA DE CAMPO

Vamos entender o que ocorre dentre de subestação de alta tensão.

Um transformador ou disjuntor para operar de forma segura e confiável, necessita que o óleo isolante que existe no seu interior esteja em boas condições de uso.

As funções deste óleo isolante são, principalmente, de resfriar e isolar estes equipamentos. E para manter essas características necessita-se de cuidados periódicos.

O óleo em contato, principalmente, com a umidade do ar, com o oxigênio e com o cobre dos enrolamentos, inicia um processo continuo de degradação e perda de suas propriedades.

Com o tempo, inicia-se uma produção de álcoois, aldeídos, cetonas, éteres, ácidos, sabões metálicos e água, que aumentam gradualmente a sua concentração e precipitam-se na forma de borra.

Neste ponto, esse processo de acidificação já está atacando a parte ativa do transformador (enrolamentos), causando a sua degradação e, consequentemente, reduzindo a sua vida útil.

A borra (que se assemelha a lama) deposita-se nos canais de circulação e radiadores, impedindo o seu resfriamento pela convexão natural do óleo isolante. Com isso, eleva-se a temperatura, que funciona como um efeito catalisador e o processo de acidificação passa a progredir de forma exponencial.

Neste momento, apenas a sorte e um pouco de tempo evitam um acidente com o transformador.

Caso este acidente ocorra e ainda todos os outros elementos de comando e proteção não estejam realmente grandes, afetando vidas humanas, inclusive.

Quanto custa um acidente em uma subestação?

Um custo que pode evitar graves acidentesConsiderando-se a reposição dos equipamentos danificados (que são caros), contratação emergencial de empresa especializada, parada indeterminada de produção (lucros cessantes) e indenização de funcionários ocasionalmente machucados, é impossível de se dimensionar, mas se observa que custa muito.

Como evitar tudo isto então?

As perguntas que ficam vagando por nossas é cabeças são:

  • Como impossibilitar acidentes em minha empresa?
  • Como impossibilitar despesas súbitas e onerosas com manutenção emergencial em minha empresa?
  • Como impossibilitar paradas de produção por queda do sistema elétrico em minha empresa?
  • Como preservar e aumentar em muito a vida útil dos equipamentos de minha empresa?

A resposta para isto é simples: uma adequada metodologia de manutenção torna-se indispensável!

Esta manutenção deve ocorrer de forma periódica, com ensaios e testes em intervalos regulares e pré-determinados dos equipamentos e do óleo isolante dos transformadores da sua subestação. Tudo isso deve ser realizado por profissionais qualificados e acompanhados por processo preferencialmente informatizado.

Esta manutenção que tem um custo operacional bastante baixo, mantém constante a confiabilidade do sistema elétrico de sua empresa e preserva seu patrimônio.

Alguns serviços de manutenção para a diminuição de gastos com acidentes

Procure por serviços e empresas de qualidade perante o contrato de manutenção ou por contratação específica.

Está meio perdido e não sabe que avaliar nas propostas técnicas e comerciais para serviços de manutenção de subestações? Confira alguns testes, ensaios e serviços que devem ser realizados em subestações periodicamente:

  • Análise físico-química de óleo isolante;
  • Análise cromatográfica de óleo isolante;
  • Isolamento “megger” – com índices de absorção e polarização;
  • Relação de transformação (TTR);
  • Calibração de relés de proteção primários e secundários;
  • Curto-circuito simulado proporcional de transformadores;
  • Resistência de contato de chaves, faca e disjuntores;
  • Filtragem simples e a termovácuo do óleo isolante de transformadores;
  • Medição de resistência de aterramento;
  • Troca de óleo de disjuntores de Pequeno Volume de Óleo (PVO) e de Grande Volume de Óleo (GVO);
  • Testes e serviços de comissionamento; e
  • Análise termográfica.
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